LENDAS PRIMITIVAS ROMANAS

 

- Em 509 é proclamada a República.

- Roma esteve até este momento nas mãos dos Etruscos, que organizaram forte monarquia militar e se arrogaram todos os poderes. Esta política arruinou a influência dos patrícios, que representavam a classe influente da cidade, o verdadeiro Estado. Vendo-se privados das suas regalias, os patrícios viram com muito bons olhos o fim do domínio etrusco.

- Nos últimos anos do século VI a. C., Roma libertou-se do jugo de Tarquínio e aboliu a Monarquia. Com esta terminava também a predominância dos Etruscos na cidade.

 

LENDAS

Os Romanos, enquadravam uma série de acontecimentos heróicos, de autenticidade incerta, como exemplares do carácter do cidadão romano, dos quais se podiam extrair modelos a imitar ou a evitar.

Entre esses acontecimentos lendários salientam-se os episódios já referidos aquando das lutas com os Sabinos, no reinado de Rómulo ( O RAPTO DAS SABINAS: cuja moral é a necessidade de estabelecimento de normas de convívio entre povos rivais, a importância que é dada à mulher, como tendo parte nos bens e na pátria; mas a principal lição da lenda é a de apaziguamento de inimigos por meio da fusão de dois povos que encontram, nos laços familiares que contraem, o caminho para uma existência pacífica. TARPEIA: um exemplo de traição castigada), a lenda de LUCRÉCIA ( apresentada como causa próxima da queda da monarquia) e os ocorridos no período que se apresenta a seguir:

509 - 507 - Lutas dos Romanos contra Porsena

Acedendo ao pedido de Tarquínio, Porsena sitiou Roma. Foi então que se salientaram figuras que passaram a representar os valores que estiveram na base da grandeza da cidade - a coragem, a valentia e a heroicidade de Romanos que antepunham à sua vida a causa comum da pátria.

- Lenda de Horácio Cocles: ao ver que os Etruscos iam atravessar a ponte sublícia, ordenou que a destruíssem enquanto ele resistia, à entrada, aos ataques do inimigo. Destruída a ponte, lançou-se ao rio e foi juntar-se aos companheiros.

- O rei Porsena cerca Roma. As dificuldades dos Romanos eram cada vez maiores, causadas sobretudo pela escassez de alimentos.

- Lenda de Gaio Múcio Cévola: introduz-se no acampamento de Porsena para o matar. Engana-se e mata o secretário. Preso, para mostrar a sua coragem, meteu a mão no fogo, ao mesmo tempo que gritava: "Et facere et pati fortia Romanum est - tanto executar como sofrer grandes feitos é virtude própria dos Romanos". Graças a isso, Porsena libertou-o. A paz é estabelecida. Os romanos, de acordo com o tratado de paz, deixam vários reféns aos Etruscos.

-Lenda de Clélia: agora é uma figura feminina que demonstra o sentido de devoção à pátria. É uma das reféns, ilude os guardas e atravessa o Tibre a nado, levando consigo muitas companheiras. Porsena exigiu a sua devolução, de acordo com o tratado de paz. Os romanos assim fizeram. O feito de Clélia encheu Porsena de admiração. A paz foi confirmada e os romanos premiaram Clélia dedicando-lhe uma estátua equestre no cimo da Via Sagrada.